"Qualidade da carne brasileira é inatacável", diz Mauro Vieira após restrição da UE
Chanceler afirma que governo atua junto ao bloco europeu para reverter exclusão do Brasil da lista de exportadores

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247 - O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, afirmou nesta quarta-feira (13) que o governo brasileiro está em contato permanente com a União Europeia para tentar reverter a exclusão do Brasil da lista de países autorizados a exportar carnes ao bloco europeu. Em entrevista à CNN Brasil, o chanceler declarou que o país conseguirá demonstrar a qualidade da produção nacional.
"Nós temos certeza de que poderemos provar que a qualidade da carne brasileira, que é reconhecida no mundo inteiro, é sem dúvida nenhuma inatacável", afirmou. Segundo ele, o Brasil utiliza "apenas os medicamentos que são aprovados mundialmente".
O ministro afirmou que o tema já estava em debate antes da decisão da União Europeia e ressaltou que a medida ainda não entra em vigor de forma imediata. Segundo Vieira, a aplicação da restrição pode ocorrer apenas em setembro deste ano, o que abre espaço para negociações e troca de informações técnicas entre os dois lados.
Ele disse ainda que o governo brasileiro já acionou sua representação diplomática junto à União Europeia para tratar do assunto. "O nosso embaixador já esteve em contato", declarou.
De acordo com Mauro Vieira, o Ministério das Relações Exteriores atuará em conjunto com o Ministério da Agricultura para apresentar às autoridades europeias informações sobre os controles sanitários adotados pelo Brasil.
O chanceler também destacou a relevância do mercado internacional para a carne brasileira e lembrou que o país exporta proteína animal para diferentes regiões do mundo, incluindo Estados Unidos, União Europeia e países asiáticos.
Segundo ele, o histórico de aprovação sanitária obtido pelo Brasil em mercados internacionais fortalece a posição brasileira nas negociações com o bloco europeu. "Não é pouco ter aprovação para exportação de carne brasileira para a União Europeia", afirmou.
Vieira também negou relação entre a medida adotada e a recente aprovação do acordo entre Mercosul e União Europeia. Para o ministro, o episódio faz parte dos procedimentos técnicos adotados para verificar o cumprimento das exigências sanitárias internacionais.