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Claudia Sheinbaum nega ações conjuntas com EUA no México e reforça soberania

Presidenta afirma que há apenas troca de informações com Washington e rejeita qualquer atuação militar estrangeira em território mexicano

A presidente do México, Claudia Sheinbaum, durante entrevista coletiva na Cidade do México - 03/11/2025 (Foto: REUTERS/Henry Romero)
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247 -  A presidenta do México, Claudia Sheinbaum, negou de forma categórica a existência de operações conjuntas entre forças de segurança mexicanas e dos Estados Unidos em território nacional. Segundo ela, a cooperação entre os dois países se limita à troca de informações, sem qualquer participação direta de agentes estrangeiros em ações policiais no México.

As declarações foram feitas em resposta a notícias que apontavam para uma suposta captura do ex-atleta olímpico canadense Ryan Wedding por meio de operações especiais dos Estados Unidos em solo mexicano. A informação foi desmentida por Sheinbaum em entrevista divulgada pela agência Prensa Latina, que destacou a posição firme do governo mexicano em defesa da soberania nacional.

“O que temos é coordenação de informações de ambos os lados, mas não há operações conjuntas no México. Não permitiríamos isso; não concordamos com isso. Já expressei isso pessoalmente ao presidente (Donald) Trump diversas vezes”, afirmou a presidenta, referindo-se ao presidente dos Estados Unidos.

Sheinbaum esclareceu que Ryan Wedding, listado entre os 10 fugitivos mais procurados por Washington e acusado de crimes como tráfico de drogas, não foi capturado por forças americanas no México. De acordo com a chefe do Executivo, o ex-atleta se entregou voluntariamente à Embaixada dos Estados Unidos. “Ele considerou melhor se entregar do que continuar sendo perseguido”, explicou.

A presidenta também ressaltou que autoridades norte-americanas têm pleno conhecimento das limitações legais impostas pela Constituição Mexicana e pela Lei de Segurança Nacional. “O que acontece é que o Comando Norte ou outras autoridades americanas fornecem informações sobre um suspeito de crime que responde a acusações nos Estados Unidos, solicitando sua prisão no México. E, em qualquer caso, a prisão é efetuada no México”, enfatizou.

Em reiteradas ocasiões, Sheinbaum tem reafirmado que a soberania e a independência do México não estão em negociação. Segundo ela, a relação bilateral com os Estados Unidos se sustenta no diálogo, na colaboração e na coordenação, sempre sem subordinação ou intervenção externa.

Ao comentar propostas recorrentes do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para “apoiar” o combate ao crime organizado no México com forças militares norte-americanas, Sheinbaum manteve posição firme. A presidenta deixou claro que não haverá atuação de tropas estrangeiras no país latino-americano.

No âmbito interno, Sheinbaum destacou resultados da estratégia de segurança nacional implementada por seu governo. Entre outubro de 2024 e dezembro do ano passado, foram registradas 40.735 prisões por crimes de grande impacto, além da apreensão de 318 toneladas de drogas e 21 mil armas.

Dados do Sistema Nacional de Segurança Pública indicam que essas operações contribuíram para uma redução de 40% na média diária de homicídios dolosos nos primeiros 15 meses da atual administração, reforçando o discurso oficial de que a política de segurança vem apresentando resultados concretos.

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