BNDES aprova R$ 140 milhões para projeto de biometano
Operação apoia corredor verde e caminhões movidos a combustível renovável

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247 - O BNDES aprovou um financiamento de R$ 140 milhões para viabilizar um projeto de biometano em São Paulo, voltado à criação de um corredor verde com foco em transporte sustentável. A iniciativa prevê a instalação de infraestrutura de abastecimento e a aquisição de veículos movidos a combustível renovável, reforçando a estratégia de redução de emissões no setor logístico.
O crédito cobre cerca de 92% do investimento total da TransJordano, empresa especializada no transporte e logística de produtos a granel, responsável pela execução do projeto.
Com os recursos aprovados, a empresa planeja construir três postos de abastecimento de biometano, além de adquirir cem caminhões movidos por esse tipo de combustível. A proposta também inclui a compra de equipamentos conhecidos como “mochilões”, que ampliam a autonomia dos tanques de armazenamento.
De acordo com o projeto, os postos não serão exclusivos da TransJordano e poderão atender caminhões de outras transportadoras. A medida busca estimular a adoção do biometano em escala regional e acelerar a transição energética no transporte de cargas.
O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, destacou a relevância da iniciativa dentro da política energética do governo federal. “O projeto aprovado pelo BNDES integra a política de transição energética do governo do presidente Lula, que busca oferecer soluções sustentáveis inclusive para a logística de transporte de cargas no Brasil”, afirmou.
Segundo ele, além de fortalecer a posição da empresa no mercado, o investimento também beneficia o setor como um todo. “Com este projeto, desenvolvido em São Paulo, teremos uma redução na emissão de 6,5 toneladas de CO2 equivalentes já no primeiro ano de operação”, disse.
A proposta combina ganhos ambientais e econômicos, ao reduzir a emissão de gases de efeito estufa e ampliar a competitividade da operação logística. O uso do biometano como alternativa ao diesel é apontado como uma das principais estratégias para descarbonizar o transporte rodoviário no país.