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Lula e Flávio Bolsonaro seguem empatados no 2º turno, diz Meio/Ideia

Presidente lidera na pesquisa espontânea e na simulação de primeiro turno

Lula e Flávio Bolsonaro (Foto: Ricardo Stuckert/PR I Divulgação)
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247 - O presidente Lula (PT) mantém o empate técnico com o senador Flávio Bolsonaro (PL) em simulação de segundo turno para as eleições de 2026. Segundo pesquisa Meio Ideia divulgada nesta quarta-feira (6), Flávio aparece com 45,3% das intenções de voto, contra 44,7% de Lula, diferença de 0,6 ponto percentual, dentro da margem de erro de 2,5 pontos.

O resultado confirma o segundo mês consecutivo em que o senador aparece numericamente à frente do presidente no cenário de segundo turno testado pelo levantamento. A pesquisa ouviu 1.500 pessoas em todo o Brasil entre sexta-feira (1º) e terça-feira (5), por meio de entrevistas telefônicas. O intervalo de confiança é de 95%. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-05356/2026.

Um dos dados relevantes da sondagem é a redução da disposição dos eleitores de Flávio Bolsonaro para mudar de voto. Em abril, 60,4% dos que declaravam apoio ao senador afirmavam que poderiam trocar de candidato. Agora, esse índice caiu para 43,1%. Entre os eleitores de Lula, a taxa permaneceu praticamente estável, em 27%.

Nas demais simulações de segundo turno, Lula aparece à frente dos adversários testados. Contra o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD), o presidente registra 44,7%, diante de 40% do rival. Em um eventual confronto com o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo), Lula soma 44%, contra 39% de Zema.

No cenário estimulado de primeiro turno, Lula lidera com 40% das intenções de voto. Flávio Bolsonaro vem em seguida, com 36%. Caiado aparece na terceira posição, com 5,6%, seguido por Zema, com 3%, e Ciro Gomes (PSDB), com 2,3%.

Na pesquisa espontânea, quando os nomes dos candidatos não são apresentados aos entrevistados, Lula é citado por 33,4%. Flávio Bolsonaro aparece com 20%. O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), inelegível, ainda é lembrado por 4% dos entrevistados. Caiado tem 3,7%, e Zema registra 3%. Os que não sabem ou não mencionam nenhum nome somam 23,1%.

A avaliação do governo Lula também foi medida pelo levantamento. Para 46,3% dos entrevistados, a gestão é ruim ou péssima. Outros 31,5% avaliam o governo como ótimo ou bom, enquanto 21% classificam a administração como regular.

Na pergunta direta sobre aprovação, 53% desaprovam a condução de Lula, contra 44% que aprovam. Questionados se o presidente merece continuar no cargo depois de 2026, 52% responderam que não, enquanto 44% disseram que sim.

A pesquisa também abordou a rejeição, pelo Senado, da indicação de Jorge Messias a uma vaga no Supremo Tribunal Federal. O episódio foi acompanhado por 58,6% dos entrevistados. Para 36%, o resultado da sabatina foi fruto de uma articulação da oposição para enfraquecer o governo. Outros 35% avaliam que a derrota expõe fragilidade de Lula. Já 12% entendem que o Senado cumpriu seu papel.

Sobre uma próxima indicação ao STF, 39,4% defendem que Lula escolha um nome técnico, sem ligação direta com o governo. Outros 37% preferem que o presidente mantenha um perfil político na escolha.

O levantamento mostra ainda que 42,7% dos entrevistados afirmam que teriam mais chance de votar em um candidato ao Senado que prometesse defender o impeachment de ministros do Supremo. Em abril, esse percentual era de 45,4%.

Outro tema medido pela pesquisa foi o impacto das apostas online. Para 59% dos entrevistados, as bets contribuem para o endividamento das famílias. Além disso, 61,9% dizem acreditar que as plataformas estão viciando a população. Um em cada quatro brasileiros, ou 25%, afirmou ter apostado online nos últimos 30 dias.

A pesquisa também perguntou sobre o fim da escala de trabalho 6x1. A proposta é apoiada por 73,7% dos entrevistados, enquanto 21,5% se dizem contrários. Entre os ganhos mais citados, 33,7% mencionam a possibilidade de passar mais tempo com a família, e 24% apontam maior tempo de descanso.

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