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"O extremismo continua vivo e vai disputar eleição outra vez", alerta Lula na Espanha

Em discurso na 4ª Reunião de Alto Nível do Fórum Democracia Sempre, em Barcelona, presidente mencionou condenações por trama golpista no Brasil

"O extremismo continua vivo e vai disputar eleição outra vez", alerta Lula na Espanha (Foto: Ricardo Stuckert / PR)
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247 - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou que o extremismo político no Brasil continua ativo, ao mencionar condenações relacionadas à tentativa de golpe durante discurso em Barcelona, na Espanha. A declaração ocorreu neste sábado, durante a 4ª Reunião de Alto Nível do Fórum Democracia Sempre, onde também abordou o cenário eleitoral brasileiro.

Em sua fala, Lula fez referência velada à prisão de Jair Bolsonaro (PL) e de militares envolvidos na trama golpista, destacando que, apesar dessas condenações, o fenômeno político ainda persiste no país. 

Lula menciona condenações e cenário político

“No meu Brasil nós acabamos de derrotar o extremismo, temos um ex-presidente preso condenado a 27 anos de cadeia, temos quatro generais quatro estrela presos porque tentaram dar o golpe, mas o extremismo não acabou, ele continua vivo e vai disputar eleição outra vez, mas esse é um problema nosso, do povo brasileiro, esse a gente lida com as nossas forças e as nossas armas”, disse Lula em seu discurso. 

Críticas ao cenário internacional

O presidente também fez críticas indiretas a lideranças internacionais ao comentar o cenário global. Lula não mencionou nominalmente o presidente dos Estados Unidos, Donaldo Trump, mas citou comportamentos que, segundo ele, contribuem para a instabilidade mundial.

Na fala, destacou a preocupação com decisões unilaterais e o uso de redes sociais por chefes de Estado. “Não podemos levantar todo dia de manhã e dormir todo dia a noite com um Twitter de um presidente da república ameaçando o mundo, fazendo guerra. Todos eles tomam decisão sem consultar a ONU, da qual eles são membros e fazem parte do conselho [Conselho de Segurança da ONU]”, disse. 

O evento em Barcelona reúne lideranças internacionais para discutir democracia e governança global, em meio a um cenário de tensões políticas e conflitos internacionais.

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