Alckmin: Lula explicará o Pix a Trump em reunião nos EUA
Governo quer evitar possíveis sanções econômicas em viagem de Lula aos Estados Unidos para reunião com Donald Trump

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247 - O vice-presidente, Geraldo Alckmin, afirmou nesta terça-feira (5) que o encontro entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, será uma oportunidade estratégica para esclarecer o funcionamento do Pix. A viagem oficial está programada para esta quinta-feira (7)
Em entrevista ao programa Estúdio i , da GloboNews, Alckmin destacou que a intenção é buscar um bom entendimento entre as nações, reforçando que o Brasil não representa um risco econômico, já que os Estados Unidos mantêm superávit comercial com o mercado brasileiro. De acordo com Alckmin, um dos pontos prioritários da agenda é garantir a manutenção das relações comerciais e evitar a aplicação de sanções.
Para o governo brasileiro, explicar a dinâmica do sistema de pagamentos instantâneos é fundamental para dissipar dúvidas e fortalecer a cooperação tecnológica. Alckmin defende que o diálogo direto entre Lula e Trump pode consolidar a imagem do Brasil como um parceiro confiável e inovador.
A estratégia brasileira foca na diplomacia econômica, utilizando o fato de os americanos venderem mais para o Brasil do que comprarem como um pilar de estabilidade na relação com o atual governo estadunidense.
Além da agenda externa, Alckmin detalhou o lançamento do Desenrola 2.0, ocorrido na última segunda-feira (4). O programa, que é a segunda iniciativa de renegociação de dívidas do atual mandato de Lula, terá duração de 90 dias e foca em brasileiros com renda de até R$ 8.105. Um dos diferenciais desta fase é a integração com o Fu
"Você pode utilizar até 20% do que estiver depositado no FGTS e tudo tem controle. Impossível alguém pegar os 20% do Fundo de Garantia e não pagar a dívida, porque ele não vai pôr a mão no dinheiro. O dinheiro sai do FGTS para o banco que vai abater a dívida. É um conjunto de medidas que eu diria de justiça fiscal", disse Alckmin.
O programa mira dívidas contraídas até 31 de janeiro de 2026 e que estejam em atraso por um período entre 90 dias e dois anos. Estão incluídos débitos de cartão de crédito, cheque especial e crédito pessoal. O público-alvo abrange desde estudantes com parcelas do Fies atrasadas até microempreendedores, aposentados e pensionistas.
Alckmin também confirmou que os juros para as renegociações no Desenrola não ultrapassarão o teto de 1,99% ao mês. A expectativa da equipe econômica é que até R$ 58 bilhões em débitos sejam renegociados, promovendo o retorno de milhões de brasileiros ao mercado de consumo e garantindo fôlego financeiro às famílias e pequenas empresas.