Carregando conteúdo

Preparando informações de Brasil Hoje…

HOME > Economia

Inflação perde força em abril e chega a 4,39% em 12 meses

Mesmo com a desaceleração de abril, o acumulado de 4,39% em 12 meses mostra que a inflação permanece como um tema relevante

Inflação perde força em abril e chega a 4,39% em 12 meses (Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil)
Selo Fonte Preferida no Google do Brasil 247

247 - A inflação oficial do país desacelerou em abril e registrou alta de 0,67%, segundo dados divulgados nesta terça-feira (12) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Apesar da perda de ritmo em relação a março, quando o IPCA avançou 0,88%, alimentos e remédios continuaram entre os principais fatores de pressão sobre o custo de vida.

As informações são da CNN Brasil. No acumulado do primeiro quadrimestre, o índice chegou a 2,60%. Em 12 meses, a inflação acumulada alcançou 4,39%, indicando que os preços seguem em trajetória de alta, ainda que o resultado mensal tenha mostrado desaceleração.

O IPCA é considerado o índice oficial de inflação do país e serve como referência para a condução da política monetária. O resultado de abril mostra um alívio parcial frente ao mês anterior, mas também evidencia a persistência de pressões em itens essenciais para as famílias.

Entre os fatores citados pelo IBGE está o comportamento dos alimentos, que seguem afetados por questões de oferta e por custos de produção e transporte. O gerente do IPCA, José Fernando Gonçalves, afirmou que alguns produtos alimentícios têm enfrentado restrições de disponibilidade, o que contribui para a elevação dos preços.

“Alguns alimentos, de forma geral, apresentam uma restrição de oferta, o que provoca um aumento no nível de preços. No caso do leite, com a chegada do clima mais seco, sazonal no período, há redução de pasto, necessitando da inclusão de ração para os animais, o que eleva os custos. Não podemos deixar de mencionar a elevação no preço dos combustíveis, que afeta o preço final dos alimentos por conta do custo do frete”, explicou o gerente do IPCA, José Fernando Gonçalves.

A fala do técnico do IBGE ajuda a explicar por que a desaceleração geral do índice não significou queda disseminada de preços. No caso do leite, a mudança climática sazonal reduz a disponibilidade de pasto e aumenta a necessidade de alimentação complementar para o rebanho, encarecendo a produção.

Outro ponto de pressão mencionado foi o preço dos combustíveis. Como o transporte de mercadorias depende do frete, a elevação desse custo tende a se refletir no valor final de produtos consumidos pela população, especialmente alimentos.

Os remédios também aparecem como fator de pressão no resultado de abril. O impacto dos medicamentos costuma pesar diretamente no orçamento doméstico, especialmente entre famílias com maior dependência de gastos recorrentes com saúde.

Mesmo com a desaceleração de abril, o acumulado de 4,39% em 12 meses mostra que a inflação permanece como um tema relevante para consumidores, empresas e autoridades econômicas. A evolução dos preços nos próximos meses dependerá do comportamento de alimentos, combustíveis, medicamentos e demais itens de consumo essenciais.

Artigos Relacionados

Mercado sobe previsão da inflação pela 9ª semana seguida, diz Boletim Focus
Pequenos negócios impulsionam renda média recorde no Brasil
Ibovespa perde força com incerteza global e fica dólar estável

Tags

Acompanhe as
últimas notícias