Ataques de Israel no Líbano ferem jornalista e deixam outra presa sob escombros
Resgate foi dificultado por novas agressões das forças israelenses, segundo autoridades libanesas

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247 - Ataques realizados por Israel no sul do Líbano na quarta-feira (22) deixaram uma jornalista ferida e outra presa sob escombros após um bombardeio atingir a área onde trabalhavam. De acordo com o Ministério da Saúde do Líbano, um alto oficial militar e organizações de defesa da imprensa, as profissionais cobriam acontecimentos próximos à cidade de al-Tayri quando um ataque atingiu um veículo à frente delas. Em seguida, as duas correram para uma casa próxima, que também foi alvo de uma nova ofensiva, informa a agência Reuters.
A fotógrafa freelancer Zeinab Faraj foi retirada do local com um ferimento na cabeça, segundo Elsy Moufarrej, responsável pelo sindicato de jornalistas do país. Já a jornalista Amal Khalil permaneceu sob os escombros após a segunda explosão.
Equipes de resgate tentaram retornar ao local para socorrer Khalil, mas a operação foi interrompida. Segundo Moufarrej e o oficial militar libanês, forças israelenses lançaram uma granada de efeito sonoro que impediu o acesso ao prédio atingido.
O Ministério da Saúde afirmou que o Exército israelense "impediu a conclusão da missão humanitária ao disparar uma granada sonora e munição real contra a ambulância". Cerca de quatro horas após o primeiro ataque, os socorristas conseguiram voltar ao local, segundo Moufarrej. O estado de Khalil não havia sido confirmado até o momento.
Em março, um bombardeio israelense já havia provocado a morte de três jornalistas no sul do Líbano. Autoridades libanesas informam que mais de 2.400 pessoas morreram no país desde o início das agressões israelenses.
Em comunicado, as Forças Armadas de Israel informaram que receberam relatos de que dois jornalistas foram feridos em decorrência dos ataques. O Exército negou ter impedido o trabalho das equipes de resgate.
Segundo os militares, dois veículos teriam saído de uma estrutura associada ao Hezbollah e avançado em direção a tropas israelenses em uma área considerada de risco. O comunicado afirma que os carros "se aproximaram das tropas de uma forma que representava uma ameaça imediata à sua segurança", o que levou ao ataque contra um dos veículos e, posteriormente, a um edifício próximo.